quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

As muitas faces do Wolverine



Na minha modesta opinião, um dos personagens mais sem graça das hqs.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

1984 - Um livro simplesmente obrigatório



Alguns anos atrás, quando ainda estava na faculdade, tive meu primeiro contato com o trabalho de George Orwell, pois tive que fazer um trabalho sobre o livro "Revolução dos Bichos"... Lembro que na época a historia me causou um mal estar, não porque era ruim, mas pelo seu final, onde nós temos a nítida sensação de que "o mal venceu"...

Esta semana acabei de ler o livro "1984", o mais importante do autor... Tudo que eu sabia sobre a obra era que ela havia inspirado o nome do programa "Big Brother", cuja versão nacional é exibida na rede Globo... Apesar de nunca ter assistido o tal programa, sei que se trata de um lugar onde o participante é vigiado constantemente por cameras e acreditava ser isso a temática do livro.

Começei a ler está obra por curiosidade e por causa de um comentário do autor Eduardo Spohr em um episodio do "Nerdcast" (podcast do site "Jovem Nerd") e sinceramente fiquei surpreso... O livro é mais do que excelente... Eu diria que é OBRIGATÓRIO...

O livro começa nos apresentando a sociedade de um mundo alternativo que foi completamente dominado por uma vertente do socialismo denominada INGSOC, ou socialismo inglês... Neste mundo, o planeta é dividido em três grandes superestados denominados Oceania (onde se passa a historia), Eurásia e Lestásia.



Divisão do Mundo no livro 1984
Fonte: Wikipédia

Somos apresentados também ao personagem principal da trama, Winston Smith, membro do chamado "Partido Externo", uma camada do Partido que detem o poder... Essa camada não tem grandes privilégios e a vida de Winston é realmente horrivel, principalmente pelo fato de que Winston, como todo membro do partido, tem que ter em sua residência um aparelho chamado "Teletela", que serve tanto como "entretendimento" (entenda por entretendimento músicas insuportáveis e propaganda mentirosa do partido) como para vigiar cada passo dos cidadãos... Controlando toda esse status quo está a figura do "Grande Irmão"... Figura no sentido real da palavra, já que este aparece apenas em cartazes que são espalhados em cada canto do país...

O livro descreve todo o infortúnio da população (muitos deles baseados em regimes socialistas do mundo real) os métodos realmente assustadores do partido para se manter no poder e a luta de Winston para continuar sendo um indivíduo ao invés de apenas uma célula no "corpo" no corpo do "Grande Irmão"...

O final, muito bem escrito, é demasiadamente triste... Posso afirmar que é o final mais triste de uma historia que eu já tenha lido ou visto...

Eu recomendo essa obra a todos, principalmente para aqueles que querem conhecer mais sobre os horrores que as nações socialistas são obrigadas a passar...

Agradeço a Deus por nunca ter sido submentido a essa doente e perversa forma de governo...

Nota:10



Abaixo, fica o link para o site "Duplipensar", organizado por um admirador de George Orwell... Lá há mais informações sobre a obra e sobre outros trabalhos do autor...

http://www.duplipensar.net/index.html

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Irredeemable - A melhor HQ da Atualidade.



Em 1996, a DC Comics lançou aquela que, para mim, é a terceira melhor hq de todos os tempos: "Reino do Amanhã"... Quem se lembra do final daquela saga deve ter nitido na memória o fato do Superman, mesmo que por apenas um instante, ter se voltado contra a humanidade e quase ter matado a todos...
Obviamente a DC não deixaria nenhum autor levar o Homem de Aço a praticar genocidios, por isso o bom e velho Clark acaba se arrependendo e não matando ninguem...
Agora, Mark Waid, o autor de "Reino do Amanhã" resolveu nos presentear com uma série que mostra o que aconteceria se o Superman realmente enlouquecesse... A espetacular "Irredeemable" (Irredimível, em inglês)...
A saga conta a historia do heroi Plutonian (que tem todos os poderes do Superman) que, de uma hora para outra deixa de salvar criancinhas e gatinhos em cima de arvores para destruir sua cidade Natal (Sky City, a versão de Metropolis deste universo) e matar praticamente TODOS os seus habitantes...
A historia se passa no presente, com o Plutonian já como vilão, mas é recheada de flashbacks que aos poucos vão elucidando os motivos da mudança radical do ex heroi...
Na minha modesta opinião, o grande trunfo de "Irredeemable" é ter tornado o enlouquecimento do heroi algo plausivel... Não foi algo do nada, como quando Hal Jordan se tornou Parallax... A série mostra que o Plutonian nunca esteve piscologicamente preparado para ser o maior heroi da Terra e sua perda de sanidade foi algo gradual e não um piripaque momentâneo...
A série é muito boa... Eu considero o melhor trabalho de Mark Waid depois de "Reino do Amanhã"...
Infelizmente acredito que vai ser dificil a mesma será publicada no Brasil... Pelo menos até o momento, só recorrendo aos velhos scans...
Vamos torcer para que a Panini tenha acesso ao material e resolva publica-lo por aqui...

Nota: 9.5

Eu, Robô



Semana passada terminei de ler o livro "Eu, Robô", de Isaac Asimov... A algum tempo tenho vontade de me iniciar na obra deste autor, mas sempre considerei dificil pelo fato de não saber por onde começar, já que o autor tem em seu curriculo uma infinidade de obras...
Bom, tomei coragem e comecei a ler "Eu, Robô" de forma despretenciosa... Não sabia se iria conseguir terminar... Para quem nunca leu material de Asimov, eu recomendo um pouco de paciência... Confesso que achei o primeiro conto (Robbie) meio fraquinho, mas resolvi dar uma chance para o livro e não me arrependi... O melhor conto é sem sombra de dúvidas "O Mentiroso", onde a Dra. Susan Calvin (personagem central do livro, que participa da maioria dos contos) aparece investigando um robô que, devido a um erro de fabricação, acaba por adquirir o poder de ler pensamentos humanos... É sem dúvida o conto onde melhor é empregado os conflitos das três leis da robôtica (conceito criado pelo autor que sugere três leis que ordenam a "vida" de todo robô existente e protegem o ser humano de qualquer ameaça robotica)...
Os demais contos também são muito proveitosos, em especial aquele onde um politico em ascenção é investigado sob a suspeita de ser um robô...
Em resumo: Um livro divertido, leve e sem violência, ideal para que quer se iniciar na obra deste autor...
Dica: Esqueçam o filme do Will Smith... Em comum com o livro, o filme "Eu, Robô" só tem o nome...

Nota: 7.0